domingo, 25 de maio de 2014

Não sou obrigada.

Pois bem — lá estava eu em um tradicional restaurante tijucano de beira de rua (que por algum motivo, assim como todos os outros, virara fast food), observando as enormes portas de vidro praticamente engolirem os carros que passavam no asfalto. Meu hambúrguer não estava tão interessante assim, preciso admitir, o que me levou a, basicamente, observar os grupos de mesas à minha volta. Exatamente por ser uma hora de almoço levemente adiantada de terça-feira, ninguém parecia tão empolgado quanto eu com a própria comida, e o tédio tomava conta até mesmo dos rostos dos funcionários do restaurante.

Mas o que seria da rotina sem um transgressor, não é mesmo?

De repente, não mais do que isso, um menino entrou correndo por uma das portas, praticamente arrombando-a. A expressão de desespero tomara conta de todos os traços de seu rosto, quase como se tivesse saído de um filme de terror de segunda. A comoção e agitação foram gerais no restaurante. Ninguém pensou que ele fosse nos assaltar ou algo do tipo, só ficaram legitimamente assustados com o outro. Assim como ele entrou, abaixou-se de joelhos no chão e pôs-se a chorar. Não me movi.

Todos no lugar ficaram meio sem jeito. Ok, um estranho acabara de entrar correndo em um estabelecimento público e, em alguns segundos, deitou-se no chão para debulhar-se em lágrimas. Como lidar com isso? Ninguém sabia — até que, finalmente, uma mulher se levantou da própria cadeira e perguntou “Você está bem?”, sem chegar perto da vítima.

Mais alguns segundos se passaram em um silêncio completamente desconfortável. Minha curiosidade me corroía por dentro, mas o medo de interferir era ainda pior. Sem aviso prévio, o garoto pôs-se de pé, ainda resmungando e miando para si coisas completamente inaudíveis. Após suspiros carregados em água, ele se pronunciou. — Um grupo de mulheres me abordou no meio da rua me falando coisas sobre minhas pernas e meu abdômen... — soluço — Fiquei tão revoltado com a falta de respeito que dei o dedo do meio, mas... — lágrimas — Elas começaram a me perseguir, querendo me levar para um canto, então... corri pra cá.

Um silêncio sepulcral se instalou no ambiente. Espremi os olhos com força, internamente revoltada com a situação, mas ainda sem me pronunciar. Não tinha coragem de consolá-lo, de dizer que estava tudo bem e que tinha passado, porque de fato não tinha. Alguém se levantou do outro lado do restaurante e disse, sem ser chamado:

“Com esse short de ginástica... não quer que falem?”

Murmurinhos. Foi tudo o que eu ouvi — tão chocada com tudo que nem consegui diferenciar as sílabas que pronunciavam à minha volta. Minha expressão de revolta foi quase tão veemente quanto a do menino vítima. Estava presenciando uma moral do rebanho tomar proporções que não imaginava que fossem possíveis, o que me fazia, praticamente, questionar o que eu mesma acreditava.

— Eu não sou uma vitrine para ser julgado, muito menos uma amostra grátis. — disse, ríspido, banhado pelas próprias lágrimas.

“Estava pedindo, com certeza...”

Mais alguém se pronunciou. Quando eu menos esperava, a maioria do restaurante estava contra as ações do menino. Ainda estática em choque, permaneci no mesmo lugar, tentando, telepaticamente, confortar o jovem inocente (ou culpado?) de tudo aquilo. Outros homens se levantaram no restaurante, acusando o garoto de nomes feios como vadia, ou piranha.

“Tem que se dar o respeito. Tem que usar roupas mais adequadas.”

Como se fosse a gota d’água, o garoto se retirou do restaurante quase tão rapidamente quanto havia entrado. Aparentemente, todos ali dentro pareciam revoltados — não com as ações das agressoras, mas com as roupas do menino. Engraçado mesmo era ver que não havia nada demais nelas, e quem estava errado eram os outros.

Agora, imagina só se no lugar do menino fosse uma menina?

Louco, não? Quase não dá pra imaginar uma coisa dessas.

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Isso aqui foi só um desabafo, porque eu não sou obrigada a escutar gracinhas no meio da rua, assim como não sou obrigada a ouvir slut shaming vindo também de outras garotas. Estou cansada de sair e ter que ficar escondendo minha legging com blusas gigantes porque vão mexer comigo se eu não o fizer. Minha avó sofreu com isso, minha mãe sofreu com isso, e agora eu estou sofrendo com isso.

Cansei.


Babi

sexta-feira, 21 de março de 2014

Crônicamente Improvável - Da série: New York

Olááááááá, galera. Como vocês estão? Pularam muito o Carnaval? Como vocês podem imaginar, eu pulei bastante, mas foi de frio mesmo. Semana passada voltei de Nova York com perspectivas novas sobre o tempo, ou seja, quando meu pai falava lá que ia esquentar no dia seguinte, ele queria dizer que iria fazer por volta de uns 3 ou 4 graus, e, adivinha só? Nós ficávamos muito felizes com isso. "Meu deeeeeeeeeeus, que calorão! 4 graus? É milagre!" Viram só? É tudo uma questão de ponto de vista, meus amigos. Preciso nem dizer que cheguei nos 35 graus do Rio já deitando no chão e pedindo pra sair, né?
Falando do meu pai, ele fez exatamente o que eu disse que ele iria. Sim, ele aprontou uma que rendeu risadas até o final da viagem (até hoje, na verdade). Infelizmente, não produzi um post na hora porque ele não permitiu, e os motivos são bem óbvios, vocês verão o porquê.
Basicamente, nosso hotel era maravilhoso. Localização maravilhosa, espaço maravilhoso, vibe maravilhosa etc. Quase não tinha defeitos. Quando fomos fazer o check in, a americana, infelizmente, só conseguiu arranjar, diz ela, um quarto pequeno. Para os que não me conhecem pessoalmente, eu meço 1,74, minha irmã de 13 anos tá na faixa dos 1,72, meu pai passa dos 1,80 e minha mãe é a mais baixinha, com 1,60 e poucos. Se não deu para perceber, somos uma família de gigantes, e um quarto "pequeno", normalmente, para nós é micro. Mas nós tivemos que aceitar porque era meio que nossa única opção.
Dormimos exatamente uma noite nesse quarto, porque no dia seguinte meu pai foi se apresentar para o atendente brasileiro do hotel, e é aí que a coisa começa a ficar boa. Lá foi meu pai, com toda a sua cara de pau, se apresentar para J. (não mencionarei o nome dele por motivos de: tadinho, ele não merece essa exposição). Eu já comecei a conversa gostando dele, porque seu jeito de falar era parecido com o meu, ou seja, bem expressivo e eventualmente, mas de um jeito bom, escandaloso.
A conversa se iniciou bem, os dois conversando calmamente, até que meu pai falou:
"O Ênio falou pra eu procurar por você. Ele disse: 'Pô, não esquece de falar com o J., ele é muito gente boa".
Pausa. O J. ficou parado com os olhos espremidos tentando se lembrar quem era o famoso "Ênio". Para reforçar, meu pai disse:
"Ênio, marido da Vanessa."
De repente, o rosto de J. se iluminou:
"Vanessinha do Rio?"
E meu pai, sem titubear:
 "É, Vanessinha do Rio."
A atmosfera de dúvida se quebrou com J. dizendo: "Adooooooooooro a Vanessinha do Rio.". Como ditos "amigos" da tal Vanessinha do Rio, J. começou a nos encher de brindes, entre eles a senha da internet para torná-la gratuita (era 15 dólares por dia) e um upgrade para um quarto enoooooooooorme sem custos adicionais. Eu, com minha mente ingênua, estava achando aquilo tudo muito bom e obrigada até ver meus pais trocando risos histéricos enquanto arrumavam as malas para irmos pro quarto novo. Curiosa como sou, fui logo perguntar:
"Qual é a graça?"
Minha mãe logo respondeu:
"Essa Vanessinha do Rio é poderosa, queria conhecer ela."
Claramente, eu fiquei "??????????????", perguntando logo depois:
"Mas a mulher do Ênio não se chama Vanessa mesmo?"
"Sim" meu pai respondeu.
"Então qual é a graça?" reforcei.
Acontece que, dias depois, eu fui entender que o J. não tinha certeza se o nome do marido da Vanessa que ele conhece era Ênio, assim como meu pai não tinha certeza se eles estavam falando da mesma Vanessa. Só que meu pai, sendo o lindo cara de pau que ele é, foi mais sólido na sua aposta, e o J. comprou o que ele disse. Resumo da ópera: no final das contas, a tal Vanessa era uma completa estranha para nós, mas por causa dela ganhamos quarto novo, internet de graça, café da manhã e drinks de graça e mais algumas outras coisinhas menores. Como diria a minha mãe, essa Vanessinha é poderosa, queria ser amiga dela.

Como vocês podem imaginar, esse foi só o início da viagem. Aconteceu muuuuuuuuuita coisa depois, mas deixo isso pra um próximo post.
Beijos!
Babi

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Diário de bordo!

Olá, pessoal!
Vim até o meu querido blog para comunicar algo que quero dizer há muuuuuuuito tempo: amanhã eu vou pra Nova York, êêêêê! Ok, mas se só fosse isso tudo bem, eu não teria me dado o trabalho de vir até aqui comunicar isso, certo? Certo.
Então é o seguinte: eu vou fazer um diário de bordo. Isso mesmo, no melhor estilo rústico, ou seja, com caneta e papel.

Não preciso nem dizer que escutei muitos "Você não vai conseguir. Vai chegar cansada e não vai ter saco para escrever". Para essas pessoas: zzzzzzzzz. Não sei se vocês, pessoas que me disseram isso, sabem, mas eu vou escrever para sobreviver pelo resto da minha vida. Sim, essa vai ser a minha profissão e é o que eu amo. Ponto.
Continuando... o esquema vai ser o seguinte: eu vou registrar nele tudo que eu passar na viagem, desde situações engraçadas até restaurantes e lojas legais. Vou escrever desde resenhas até crônicas, ou seja, o que me der na telha. Mas não se preocupem, porque vocês vão poder ler!
Pretendo também publicar aqui meu diário de viagem (depois que eu voltar, claro), mas de uma maneira diferente. Aqui eu vou me restringir a descrever os dias de viagem mesmo, falar dos lugares que eu gostei e dos que eu não gostei, falar de coisas interessantes que vi e etc. Estava pensando em publicar algumas histórias aqui também, mas provavelmente vai ser ao longo do tempo, e não necessariamente logo depois da viagem.
(A não ser que meu pai faça algo extremamente hilário e eu me sinta na obrigação de descrever aqui, o que provavelmente vai acontecer.)
Mas enfim, é isso! Vejo vocês depois do carnaval!

Beijos,
Babi

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Now I understand

Filme: Ela (Her)
Ano: 2013
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson
Direção: Spike Jonze
Gênero: Drama/Romance
Duração: 126 minutos
Sinopse: Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.





Resenha: Passei muito tempo, após terminar de ver esse filme, pensando em como começaria esta crítica. Para ser muito honesta, o que pareceram horas na realidade foram, no máximo, 20 minutos. Assim que os créditos começaram a rolar, minha cabeça se encheu de pensamentos tão rapidamente que eu não consegui me situar. Como sempre faço, fui logo ver outras críticas de outras pessoas como eu, e percebi que não estava sozinha.
Her é um filme sobre o amor. Não sou a pessoa mais sentimentalista e apaixonada por esse tema no mundo, mas sei apreciar quando algo de interessante surge. A princípio, as pessoas leram a sinopse do filme e o julgaram a partir daí. Eu o fiz também, serei franca. Não é algo que nós esperamos para ver com a maior naturalidade do mundo, e assim também foi durante o filme. No início, julgar o personagem principal é praticamente inevitável, mesmo que toda a história dele seja exposta e explicada a você. Aos poucos, ele se apaixona por uma máquina e — pasmem — ela por ele. Na sociedade em que eles vivem, algumas pessoas vêem isso com naturalidade e outras não.
Para mim, o filme só começa de verdade quando ele assume o namoro com a máquina e as pessoas de sua convivência começam a reagir de maneiras diferentes. A partir daí, Her se torna ainda mais delicado e maduro, tratando de um amor que só pode ser transformado em palavras, porque o tato é impossível. Vemos algumas cenas completamente estranhas no filme, que, pensando depois, acontecem exatamente quando uma terceira pessoa entra no meio do casal. O relacionamento dos dois foi criado sem o toque, e tudo se torna tão completamente puro que eles não sentem a necessidade de adicionar tal elemento — no fundo. É quando as diferentes maneiras de fazer eles dois se tocarem são introduzidas na trama que tudo se torna muito complicado.
Eles são felizes entre eles apenas. Não precisam de outras pessoas para fazer o relacionamento deles parecer mais "normal". É tão diferente de tudo que já aconteceu que nem os próprios participantes sabem exatamente lidar com isso. Para deixar a história ainda mais rica, quem mais enlouquece com esse relacionamento fora do padrão não é o homem, e sim a máquina. Samantha, a voz de Scarlett Johansson, se depara com tantos sentimentos que ela nunca sentira que ela começa a simplesmente não saber mais lidar com tudo aquilo, o que causa uma série de consequências em cascata — já dei spoilers demais sobre o filme, não vou dar mais rs.
Quando o filme termina, você descobre que o fato dela ser uma máquina é só um detalhe na trama. Her é sobre o amor. Sobre um homem que quer superar um divórcio e se apaixona novamente. É sobre tudo o que ele está sentindo e como ele reage a personalidades diferentes. Você consegue, surpreendentemente, se colocar no lugar do personagem principal porque todos nós amamos alguém, seja da maneira que for. Ele é um homem que, no fundo, só quer ser feliz, mas não sabe como vai conseguir.
Por outro lado, uma outra discussão interminável que a trama sugere é a relação do homem com as novas tecnologias. Samantha era programada para sentir e evoluir a cada experiência que Theo, o principal, a submetia. O filme mostra os outros milhares de programas como Samantha sendo utilizados por outras milhares de pessoas da mesma maneira que Theo a usava, tanto que o relacionamento dos dois era perfeitamente aceito para a maioria dos personagens da trama. As pessoas físicas se encontravam lado a lado mas nada faziam, porque os programas de computador era infinitamente mais inteligentes, engraçados e interessantes.
A maneira com como tudo isso fora retratado foi de extremo bom gosto, tanto visualmente quanto intrinsecamente. Tudo no filme era capaz de deixar o relacionamento de Theo e Samantha ainda mais simples e delicado, mas sem excluir o tom maduro e estranho. Her é definitivamente um dos melhores filmes do ano passado.

Ponto mais alto: Assim que desliguei o filme, não consegui decidir se eu gostara mais da direção ou do roteiro, porque os dois se complementam muito. Minutos depois, descobri que o diretor e o roteirista são a mesma pessoa, o que explica muito. Spike Jonze, você está de parabéns.

Ponto mais baixo: Nenhum, talvez? Não consegui pensar em nada, porque é perceptível no filme que tudo deve ter saído como Jonze imaginava.

Quantas pipocas merece?
Alguma dúvida?




Beijos!
Babi

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Como se divertir (ou perder horas do seu dia)

Boa noite, galera! Como prometido, voltei aqui para falar de um pecado muito reproduzido por (quase) todos: seriados. Acho que a maioria de nós aqui acompanha seriados, nem que seja um só. Ultimamente, por um motivo que eu desconheço, comecei a ver muito mais seriados do que antes, já que eu só acompanhava dois: Sherlock e Doctor Who. Atualmente acompanho Sherlock, Doctor Who, American Horror Story, Hannibal, Game of Thrones e — ainda estou ponderando
— Bates Motel. Resolvi passar aqui para deixar a minha impressão de todos eles — os que eu mais amo, os pontos que me incomodam, etc. Começaremos então do começo propriamente, então esta lista não está em ordem de preferência, apenas na ordem que eu quis escrever hehe

1) Game of Thrones
Alguns de vocês provavelmente sabem — já que eu comentei no post anterior — que pretendia começar a assistir Game of Thrones, um seriado que todo mundo comenta e gosta muito. Dito e feito, comecei a assistir, mesmo fugindo completamente do meu estilo, já que não sou muito chegada a histórias de "época".
Tenho que admitir: é completamente maravilhoso. Baseado nos livros de George R. R. Martin, a história é meio complicada e simples de explicar — eu sei que isso não fez sentido, mas vocês entenderão. É sobre quatro famílias (principais, porque na história mesmo existem mais) muito antigas que entram em guerra porque o herdeiro do Trono de Ferro não é legítimo. já que é um Rei para sete reinos. A história é essa, mas, vá por mim, é tão mais complicado e legal que só vendo para entender mesmo.
Uma das minhas coisas favoritas nessa série é um fator que vai se repetir nesta lista, mas achei ainda mais forte em GoT, que é a falta de pudor. É parte da história e é HBO, então você já pode imaginar que sexo e violência rolam soltos. O que realmente me cativou é a maneira completamente cara-de-pau que tudo é tratado e exposto. Ao mesmo tempo que meninas na audiência são expostas à sexo lésbico, os meninos também têm que suportar sexo gay. Para qualquer pessoa com uma mente um pouco mais fechada, é um tormento completo.
~ Com esse parágrafo eu digo: não vejam Game of Thrones com os seus pais. ~
A história trata de assuntos complicados, como incesto, e mostra as dificuldades de certas pessoas nobres da época. Ela expõe a mulher submissa do tempo de todas as maneiras, desde a que realmente se deixa levar pelos homens que a rodeiam até a que não quer saber de submissão e quer mais é ser Rainha sozinha, com Rei ou sem Rei. Com personagens muito fortes e característicos, a série te cativa por completo e são poucos os defeitos que eu posso realmente colocar. O máximo que eu posso dizer é que ela assume um tom lento às vezes, mas completamente irrelevante.
A série vai para a quarta temporada, e esta estreia dia 6 de Abril.



2) Bates Motel
Para os que não sabem, Hitchcock é o meu diretor de cinema favorito de todos os tempos e sempre vai ser, eu aposto. Seu trabalho mais famoso é Psycho, também conhecido como Psicose, e este possui uma das cenas mais icônicas do cinema: a cena do bainheiro.



A história do filme é meio complicada, já que muda de repente. É basicamente sobre uma mulher que foge com muito dinheiro, se esconde num motel e acaba sendo morta por um assassino misterioso, como mostra a cena do banheiro. Bates Motel fala exatamente sobre os donos desse motel. No filme, a mãe já está morta e o estabelecimento é administrado pelo filho, Norman. O seriado mostra Norman e Norma — isso mesmo — indo morar na casa de pedra ao lado do motel e construindo uma vida ali.
Eu honestamente esperava muito mais desse seriado, exatamente por ser filho de uma obra de Hitchcock, por mais que a história não seja dele, e também por tanta gente ter me recomendado ela. Eu contei: em 1 dia, 5 pessoas me perguntaram se eu já havia visto Bates Motel. Por essas e por outras que eu resolvi dar uma chance, e agora estou hesitando em continuá-la. Não é ruim, entendam, mas também não é excelente. Se tem uma coisa que salva com certeza é o elenco. Todo mundo está atuando primorosamente, dando o ar psicopata que a série merece. Mas, por algum motivo, eu a achei lenta e com um enredo entediante em alguns pontos. Ela apela para pontes esdrúxulas, como plantações de maconha e prostitutas chinesas, entre a história original e a história do seriado.
Eu apenas a recomendaria se você não fosse muito exigente com o desenrolar da história em si, e estivesse interessado na série como um todo e não em pontos específicos. A minha dúvida é se eu paro de assistí-la ou se eu continuo vendo para ver se dão um jeito nesses buracos de enredo, porque realmente não me convenceu. O tom de suspense é bem alto também, mas isso é praticamente um pré-requisito para eu assistir a qualquer seriado desse perfil.
A segunda temporada de Bates Motel estreia dia 3 de Março.



3) Hannibal
Agora está ficando bom. Acho que todo mundo conhece a história de Hannibal, certo? Pelo menos a dos filmes. O seriado trata esse personagem tão famoso de um jeito meio diferente. Na série, nós vemos Will, um homem que nasceu com um talento incomum: ele se coloca no lugar do psicopata da cena do crime e descobre todos os seus movimentos a partir do perfil que ele traça de cada um deles. Seu chefe, Jack Crawford, vê a necessidade de contratar um psiquiatra para Will para garantir a sanidade do pobre menino, e este psiquiatra atende pelo nome de Dr. Hannibal Lecter.
Naturalmente, para os fãs de Silêncio dos Inocentes e cia, comparar o Hannibal de Hopkins e o de Mikkelsen é algo muito comum. Aprendi na prática que não se deve fazer isso, porque os dois são completamente diferentes. Enquanto o de Hopkins trata-se de um psicopata realmente assustador e completo, o de Mikkelsen é um pouco mais silencioso, cordial e humano até mesmo. No seriado, Hannibal é completamente misterioso, mais do que nos filmes, o que nos influencia a encará-lo quase como um vampiro, só que 1000x mais cruel e menos humano — ironicamente.
Enquanto Bates Motel peca em algumas coisas, Hannibal acerta em cheio em praticamente tudo — talvez menos na conclusão da primeira temporada. O seriado não existe para explicar tudo sobre o anterior dos filmes, mas para fazer uma releitura completamente nova da história. Inclusive, o maior motivo pelo qual eu recomendo essa série é — de longe — o roteiro. A linha psicológica da história é completamente brilhante, a melhor que eu já vi — melhor até que Sherlock. Já que o enredo é composto por uns três psicólogos e vários psicopatas, a manipulação sutil rola solta. É o tipo de seriado que se você piscar perde umas três informações ao mesmo tempo. Possui personagens muito fortes também, com características muito bem marcadas, e uma fotografia muito chique, o que só enriquece o enredo. Também sem pudor, como Game of Thrones, ela não se acanha ao mostrar atrocidades (não, não tem sexo, só violência extrema, então estômago forte é pré-requisito para assistir).
A segunda temporada estreia — finalmente — dia 28 de Fevereiro.



4) American Horror Story
Começar a falar sobre AHS é difícil, porque terei que explicar 3 histórias diferentes. Conseguiram finalmente criar um seriado que não enjoa, porque as histórias das temporadas são completamente desconexas, o que lhe permite ver só a 2ª se assim deseja, ou assistir a 1ª e pular a 3ª, porque literalmente não faz diferença, só utilizam basicamente o mesmo elenco para tudo. A primeira temporada é sobre uma casa mal assombrada e uma família que se muda para lá — sim, bem clichê, mas o enredo se torna diferente de tudo que você já viu com o desenrolar da temporada. A segunda é, na minha opinião, a melhor de todas: é sobre um hospício administrado pela igreja local, onde uma jornalista resolve investigar os boatos de atrocidades que rolam por ali. A terceira — que ainda está rolando — é a mais fraca de todas até hoje: um clã de bruxas em Nova Orleans que enfrentam a necessidade de sobreviver.
A grande estrela da série, e uma das melhores atrizes dessa vida, é Jessica Lange, que entrega excelentes personagens em todas as temporadas, não importa o nível de complexidade. Mas o que mais me cativa em tudo é o tom de suspense muito grande, motivo pelo qual considero a segunda temporada a minha favorita — excluindo os horríveis buracos no plot. É a mais bem marcada em questão de vilão, já que ele permanece o mesmo do início ao fim: completamente maluco; e em questão de discussões também. Se você for muito religioso, ou se ofende fácil com as coisas, pensaria duas vezes antes de ver esse seriado, principalmente a segunda temporada. Não é por uma questão de terror em si, porque não é assustador, mas eles usufruem de personagens religiosos e assuntos delicados ao longo da história.
Infelizmente, a terceira temporada, que atualmente está no ar, é a pior de todas. O suspense foi completamente destruído por um enredo ruim, apesar de tratar de bruxaria, assunto que eu gosto muito. Como ainda não terminou, espero que ela seja salva no final, porque começou muito boa — inclusive, todo mundo falava que iria ser a melhor temporada de todas.
A terceira temporada está atualmente sendo exibida e a quarta não possui data.

Primeira temporada:


Segunda temporada:


Terceira temporada:


5) Doctor Who
Agora começa a parte em que eu começo a escrever coisas sem sentido e que você fecha essa aba. Muita gente conhece Doctor Who, muita gente vê Doctor Who, e muita gente faz questão de passar longe de Doctor Who — isso se deve ao fato de que seu enredo é extremamente complicado de se explicar, porque ele sempre acaba soando muito errado. Você vai ver.
DW é sobre um alien de dois corações com cara e corpo de humano que sai pelo tempo e espaço na sua nave espacial, TARDIS, viajando com mulheres jovens da terra. Viu só? Ele não é um pervertido, gente. Ele também não é um alucinado — e nem eu. Na verdade, DW é o seriado mais leve de todos que eu comentei aqui, exatamente por ter uma história "família". É muito antigo, considerando que a série original estreiou em 1963 — sim, melhores efeitos especiais do mundo — mas nunca perde a graça.
O motivo da série ser tão antiga é que o personagem principal está em constante mudança. Sempre que o Doctor está quase morrendo, ele se regenera em um corpo diferente, ou seja, o ator troca e com ele vai todo o ritmo da(s) temporada(s). A cada ator a série se transforma, o que impede que todos enjoem de seu formato. A maioria de nós, fãs, espera ansiosamente pela regeneração depois de um tempo, apesar de amarmos muito o Doctor atuante, porque sabemos que a troca de atores faz e sempre fez parte. 
Infelizmente, alguns escritores vêm e vão, e atualmente a série está basicamente nas mãos de Moffat, criaturinha que voltará a ser mencionada aqui quando eu estiver falando de Sherlock. Para mim, Moffat não tinha que ter encostado nos roteiros de DW. Ao mesmo tempo em que ele criou personagens maravilhosos, como Amy Pond e River Song, ele também colocou a série no ritmo dele, que é completamente não-DW, exatamente por a série não ser dele.
Mesmo assim, apesar de todas as cagadas, ainda é uma série que me emociona de diversas maneiras, exatamente por ter uma carga temporal muito grande. O Doctor é uma mente velha, que já viu muita coisa e que sabe de muitos segredos. Todo o envolvimento e exploração dos cantos do universo pelo seriado são muito bem demonstrados, já que cada episódio praticamente trata de um planeta diferente. Apesar de ter pessoas da Terra, a maioria dos episódios não se passa necessariamente na Terra, o que agrega uma riqueza absurda a tudo ali.
A oitava temporada estreia provavelmente só no final desse ano.



6) Sherlock
Por último, mas não menos importante, meu seriado favorito: Sherlock. Todo mundo conhece a história de Sherlock Holmes, um detetive com alto poder de observação que resolve crimes com John Watson, um médico de guerra e seu melhor amigo. Os livros se passam em 1800-1900, na Inglaterra, mas o seriado se passa atualmente. Você pode pensar "Nossa, mas isso estraga tudo. Sherlock Holmes usando computador, qual é a graça?". É aí que você se engana.
O escritor-chefe de Sherlock, Moffat, que também cuida de Doctor Who, se juntou com seu amigo Gatiss, que faz Mycroft, irmão de Sherlock, na série, e criou esse seriado. Três episódios por temporada, cada um com uma hora e meia. Para mim, foi a melhor coisa que Moffat já fez na vida dele, porque ele criou Sherlock com o seu ritmo insano desde o início. A série só libera três episódios e possui hiatus famosíssimos, quase tão grandes quanto os invernos de Game of Thrones — o último durou 2 anos. Sem exageiros.
Apesar de ser adaptado para os dias de hoje, o seriado também é famoso por ser extremamente fiel aos livros. Cada episódio é baseado em um conto diferente, e possui adaptações muito bem feitas à situação de hoje em dia. O sucesso de tudo se deve exatamente ao roteiro. O personagem de Sherlock é extremamente complicado de ser escrito, porque é muito peculiar. Ele é um sociopata, mas não deixa de ser humano, apesar de quase se auto-declarar uma nova espécie. Nós, fãs de Sherlock, vimos muitos filmes onde o tão querido personagem principal se afastava drasticamente do que ele realmente é nos livros — como fã dos livros antes de fã da série, eu posso afirmar isso de carteirinha. Mas o seriado da BBC representa Sherlock e Watson do jeito que os fãs sempre quiseram ver. Os personagens que são modificados do livro original, como Irene Adler e Moriarty, são definitivamente modificados para melhor.
Além disso, devemos grande destaque ao elenco. Ganhadores de BAFTAs ("Oscar britânico") pela série, os atores estão de parabéns — em todos os sentidos. Benedict e Martin como Sherlock e Watson, respectivamente, são completamente brilhantes. Não há um defeito que eu possivelmente possa colocar na atuação deles.
Eu, particularmente, não fiquei satisfeita com o último episódio da terceira temporada, que foi ao ar nesse domingo. Achei fraco comparado a série toda. Entendam, é a minha série favorita e ela só possui esse título porque realmente é completamente brilhante. O final da segunda temporada foi de deixar qualquer um de queixo caído, e o hiatus de 2 anos até uma explicação — também conhecida como terceira temporada — ajudou no processo de enlouquecimento dos fãs. Sim, eu considero o hiatus gigante parte da magia, porque deixa os episódios muito mais especiais. Por mais que eu esteja pontualmente decepcionada, o meu amor pela série não diminuiu nem um pouco.
A quarta temporada só estreia quando eu já estiver casada e com filhos, provavelmente.



Aeeeeeeee, se você chegou aqui vivo e realmente leu tudo isso merece uma viagem para NY (spoilers). Esses são todos os seriados que eu assisto e basicamente tudo que eu penso sobre eles. Espero que tenham gostado do post! Se tiverem alguma dúvida ou até mesmo se quiserem me recomendar um seriado, podem comentar aqui embaixo. Será sempre bem vindo hehe
Beijos!
Babi

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Destrua este Natal!

Não literalmente, é claro hehe
Como vocês estão? Feliz Natal para todos, primeiramente, só pelo espírito de Natal — honestamente, não ligo para o que você acredita, apenas abrace o feeling. Gostaria de dizer que a cada ano que passa a comida da minha avó fica melhor, então provavelmente vou morrer rolando ano que vem.
Uma coisa que tem na maioria dos Natais (?) é presente e, sério, esse ano todo mundo acertou no que me dar. Se tem uma coisa que eu não ligo é valor de presente, só ligo para a utilidade dele. Minha mãe me deu uma meia-calça 80 fios que esquenta que é uma beleza — perfeita para a minha próxima viagem (spoilers). Mas teve um presente que foi bem na lata.
Esse livro que eu ganhei está rodando a internet em diversos blogs, então achei justo colocar aqui a minha opinião sobre o assunto. Apresento-lhes: Destrua Este Diário, também conhecido como Wreck This Journal.
É uma verdadeira terapia essa coisinha.  Para começar, é um excelente tratamento para os paranóicos de plantão — inclusive, uma das minha melhores amigas é a pessoa mais noiada que eu conheço quando se trata de livros, então ela já sabe o que eu vou dar a ela ano que vem. O livro possui diversas "tarefas" para você ao longo das páginas, desde "fure essa página com lápis" até "me leve para o chuveiro".
Na minha opinião, a melhor parte das regras é quando ela diz que você pode interpretar a tarefa como você quiser, não precisa fazê-la do modo convencional — já que o livro em si não é nem um pouco convencional. Quando o resto da minha família me viu pisando, cuspindo e arrancando páginas do livro (cheia de prazer, diga-se de passagem), eles ficaram extremamente chocados. Ouvi coisas do tipo "Paga pra destruir." e etc. Olhem, para começar, uma vez na vida não mata. Além disso, o propósito criativo dessa ideia é simplesmente maravilhoso. Em algumas tarefas, você para pra pensar "Como posso fazer isso sem ser convencional?" e coisas loucas saem naquelas páginas. Para pessoas como eu — muitas ideias, pouco desenvolvimento — é simplesmente fantástico. Inclusive, me presentearam com a seguinte mensagem: "Esse presente é especialmente para você porque é interessante, criativo, aleatório e incrível". Ele oferece uma infinidade de possibilidades de criação, sendo perfeito para todas as idades e todos os sexos.
Ainda não o terminei, mas com certeza o farei até a primeira semana de Janeiro. É viral e com toda razão. Recomendaria-o para qualquer um, exatamente por ser tão apropriado — além de extremamente divertido.
Então é isso! Espero que tenham tido um bom Natal com a família de vocês — ou com quem quer que seja que você tenha passado o seu dia. Aparecerei por aqui em breve, pois estou preparando um post enorme sobre os seriados que eu tenho assistido (vou começar Game of Thrones e meu namorado está me agourando para eu não gostar, quero só ver). Até a próxima!
Beijos,
Babi

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Favoritos de Outubro!

Oi, galera! Como vocês foram no Enem? Agora que isso tudo finalmente passou vou conseguir ter tempo de fazer coisas bonitinhas, como, por exemplo, cuidar do meu blog c:
Eu prometi um Favoritos do Mês todo mês (dã), mas mês passado eu resolvi não fazer por um motivo simples: eu não tinha sobre o que escrever, porque estava acorrentada em casa sendo escrava do sistema de educação desse país. Felizmente, desde que passou o Enem (na verdade, desde o show do Rock in Rio do dia 14), muita coisa aconteceu, então eu tenho coisas a contar e a opinar. Preparem-se!

1 - Músicas que eu tenho escutado:
Muito simples: AM. Desde o lançamento, em Setembro, eu não paro de escutar esse cd. Para quem não conhece, AM é o mais novo disco da minha banda favorita: Arctic Monkeys, também conhecido como "o cd que eu sempre quis escutar". Essa banda tem o costume de mudar a pegada das músicas a cada cd que passa, então eles mudarem bruscamente pra fazer o AM não é novidade pra ninguém. O lance foi como. Com umas influências doidas do R&B e até mesmo uns riffs do Black Sabbath, eles fizeram esse cd para matar 90% dos fãs do coração.



OBS: Atenção também para uma garota chamada Lorde. Ela lançou seu primeiro cd há pouco tempo e Glory and Gore ainda tá na minha cabeça.

2 - Séries/filmes que eu tenho visto:
Como vocês sabem, vestibular passou e eu ainda realmente não consegui ver muita coisa nova. No cinema vi Thor 2 (também conhecido como Fui Só Pra Ver o Loki), mas nesse post eu gostaria de falar sobre American Horror Story: Coven.
Atenção.
JESSICA LANGE.
OBRIGADA POR EXISTIR, MOÇA. Olha, eu gosto muito das histórias de American Horror Story, naturalmente, mas, depois que o Quinto saiu, eu basicamente só continuei assistindo por causa dessa mulher. Em Coven, para variar, a Lange faz uma mulher toda desvirtuada e doida, mas mesmo assim não dá para odiá-la porque: LANGE.
Mas agora é sério. Está faltando pouco pra Coven superar Asylum, talvez com um pouco mais de suspense intenso, como foi o final da segunda temporada. Mas, no geral, Titia Murphy tá de parabéns.

3 - Livros que eu li:
Também conhecido esse mês como "livros que eu ainda estou lendo". Como eu já disse 7467284 vezes, rolou o vestibular e isso também atrapalhou a minha leitura, porque eu ficava tão cansada que lia uma página e dormia. Felizmente, isso tudo passou e agora eu consegui retomar o que eu havia parado, ou seja, O Iluminado.
Comecei a ler porque o filme é um dos meus filmes favoritos do Kubrick por motivos óbvios, mas descobri que um não tem nada a ver com o outro. O livro tem uma organização interessante de parágrafos e pensamentos, constantemente colocando frases "aleatórias" no meio da narrativa para lembrar-nos de assuntos importantes e flashbacks já mencionados. Possui personagens complexos e uma carga pessimista forte que fica ainda mais intensa conforme a história se desenvolve, o que também é muito bem explorado pelo filme.

4 - Coisas que aprendi fora da escola:
Muito difícil de responder isso, porque só me livrei dela há umas duas semanas (e nem me livrei direito ainda). Eu basicamente aprendi em duas semanas a usar o transporte público do Rio de Janeiro de verdade, mais do que eu aprendi em toda a minha vida, porque estou namorando um menino que mora do outro lado da freaking ponte. Descobri que sou apaixonada pelo metrô, o que confirma mais ainda o fato de que eu provavelmente não conseguiria viver em cidade pequena de subúrbio.

5 - Jogos/apps que tenho jogado/baixado:
Basicamente: Omicron, Wide Sky, Triple Town, Roll e Limbo. Todos eles você pode achar na App Store. Jogos com gráficos bonitos e trilhas sonoras legais me cativam de primeira. Se tem uma interação legal é ainda melhor. Todos eles são rápidos e só para distrair, mas, mais importante: não viciam como o Candy Crush, então você está entediado e vai jogar um pouco. Quando cansa, pensa "ah, vou parar de jogar para tomar um café." E VOCÊ CONSEGUE.

6 - Peça de roupa favorita:
Tá um calor do cacete no Rio de Janeiro e essa coisinha tem sido o meu melhor amigo nos últimos dias. Apenas.

7 - Coisas que descobri/visitei na minha cidade:
Recentemente descobri que consigo me virar sozinha no Centro da Cidade. Convenhamos: é tudo igual lá. Você não sabe pra que lado é o CCBB, pra que lado é a Colombo, onde é o metrô e etc, mas eu tive que me virar porque alguém tinha que fazer isso, e com certeza não ia ser o namorado de Niterói.

8 - Comidas que eu experimentei:
Pra ser muito honesta, eu experimentei muita coisa nova esse mês, mas o que eu mais gostei, de longe, foram esses biscoitos:

De tudo que eu já experimentei de "dieta", esses biscoitos foram os únicos que tiraram a minha vontade de comer doce (sou a mulher do doce, acredite, fazer isso é quase impossível). Definitivamente recomendo.

9 - Expressões que eu aprendi com a minha mãe/vó:
Não faço a mínima. Sério mesmo. Eu devo ter aprendido alguma coisa mas provavelmente esqueci (hehe), então apenas ignorem esse item esse mês.

10 - Citação que resume o meu mês:
"It's always darkest before the dawn.", que traduzido literalmente fica "é sempre mais escuro antes do amanhecer". Meu mês foi literalmente assim. Depois de várias acorrentadas pra estudar e etc, eu consegui me livrar e agora eu tenho tempo e, mais importante, disposição pra sair de casa e socializar com o mundo lá fora.

É isso por esse mês! Qualquer dúvida/curiosidade sobre os favoritos do mês, comentem aqui e eu responderei. Podem me esperar com mais frequência por aqui agora que a vida está de volta.
Beijos, galera.
Barbara

sábado, 24 de agosto de 2013

A escolha da sua vida

Leitores, eu estou hoje passando por aqui para tratar de um assunto muito delicado para mim: faculdade e vestibular. Quero dizer, eu acredito que seja um assunto complicado para qualquer adolescente no vestibular. Se você estiver fazendo as provas esse ano e não estiver preocupado, eu não sei se te invejo ou se me preocupo por você, mas isso não vem ao caso.
Como a maioria deve saber, esse ano é o meu ano de vestibular, ou seja, se tudo der certo, ano que vem estarei passando pelos portões da Escola de Comunicação da UFRJ todos os dias úteis da minha semana.
Diferente de muitas pessoas na minha idade, eu não tenho dúvidas do que eu quero. Nunca tive. Eu achava que eu já tinha passado por épocas de dúvida, mas, honestamente, no fundo, isso nunca passou pela minha cabeça. Quando eu era pequena, entre as várias profissões que eu dizia que eu ia ter, também dizia jornalismo. Acabei crescendo no meio de filmes e livros, principalmente por causa da minha mãe. Filmes como "Sorte no Amor", onde a personagem principal é uma mulher jovem, independente e... Jornalista. Quer outro exemplo? "O Diabo Veste Prada". Quer outro? "De Repente 30".
Nos filmes, toda mulher forte, independente, jovem e feliz é jornalista, então eu acabei adotando aquele modelo de vida para mim mesma. Ao longo do meu ensino médio, eu oscilei entre Relações Internacionais, Medicina, Química, Jornalismo e Cinema, mas acabou que eu deixei a melhor coisa que já me aconteceu, que foi estudar em um colégio técnico federal, para me focar no meu maior sonho. Eu sempre voltava para jornalismo. Sempre.
Como já era de se esperar, esse ano eu voltei a questionar a minha escolha de profissão, que já é praticamente oficial há uns 17 anos. É ano de vestibular. É O ano. O que eu fiz então? Fui pesquisar. Entrei no site da ECO da UFRJ e adivinha o que aconteceu? Isso mesmo.
Eu chorei lendo a grade de jornalismo.
Chorei.
Para reforçar ainda mais a minha escolha, semana passada eu fui à feira de profissões da minha escola e assisti à palestra de jornalismo. Quanto mais o palestrante falava, mais eu tinha vontade de me levantar da cadeira e sair me matriculando na faculdade à força.
Resumindo o meu desabafo: honestamente, eu mal posso esperar para sair do ensino médio. Escuto muitas pessoas me falando que eu vou sentir falta do ensino médio e de só ter minhas notas como preocupação e olha... não duvido. Mas ninguém pode negar que eu vou ser infinitamente mais feliz estudando sobre a profissão da minha vida, porque eu nasci para isso. Eu exerço a minha profissão todos os dias mesmo sem diploma. Esse blog é o meu campo de treinamento, resta adquirir técnica.
Se você vai prestar vestibular esse ano e ainda não sabe o que vai fazer, não se preocupe. Faça um teste vocacional, converse com pessoas de áreas que te interessam, assista à palestras de diferentes profissões, visite faculdades... Todo mundo nasceu para fazer alguma coisa, mesmo que essa coisa seja, sei lá, fazer vídeos no YouTube (não estou falando para você viver disso, pelo amor de Deus), mas, alguma hora, os planetas vão se alinhar e você vai falar "Eu nasci para isso", como eu disse alguns anos atrás.
Desejem-me sorte.
Babi

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Favoritos do mês

Olá, leitores! Desculpem-me pela demora na atualização do blog, mas, como vocês sabem, o Enem desse ano é o MEU Enem, então eu preciso mesmo estudar. Não vou abandonar isso aqui nem nada, eu só realmente não tenho muito o que postar por enquanto porque nada demais tem acontecido na minha vida hehe
Na realidade, é exatamente por isso que eu vim até aqui fazer esse post: arrumei um jeito de me organizar e me obrigar a fazer coisas interessantes nesse meio tempo, até mesmo para me distrair. Todo final de mês, vou postar um vídeo meu falando sobre 10 aspectos do meu mês. Como muita gente faz essas listas, eu procurei adaptar para o meu dia-a-dia, acrescentando coisas que só a minha rotina pode ter, como, por exemplo, o número 9. Vocês vão ver hehe
Dê uma olhada na lista:

Sobre o meu mês:
1 - Músicas que eu tenho escutado.
2 - Séries/filmes que eu tenho visto.
3 - Livros que eu li.
4 - Coisa que eu aprendi fora da escola.
5 - Jogos/apps que eu tenho jogado/baixado.
6 - Peça de roupa favorita.
7 - Coisas que descobri/visitei na minha cidade.
8 - Comidas que eu experimentei.
9 - Expressões que eu aprendi com minha mãe/vó.
10 - Citação que resume o meu mês.

É isso! Espero que aproveitem. O primeiro sai no final desse mês.

Beijos
Babi

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Como se esquentar no frio

Olá, leitores! Como vocês sabem, sou do Rio de Janeiro e aproveitei a vinda do Papa para viajar para um dos lugares que eu mais amo no mundo: Petrópolis. Preparei um vídeo explicando e mostrando tudo direitinho sobre os meus amigos e o que eu fiz lá só para vocês. Espero que gostem!



Beijos!
Babi